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"Burnout autista é um estado de fadiga física e mental, estresse aumentado, e capacidade de gerenciar habilidades de vida, estímulos sensoriais, e/ou interações sociais, que vem de anos de estar severamente cobrados pela tensão de tentar corresponder as demandas que estão desincronizadas de suas necessidades" -Raymaker et al. 2020

E aí, Jack aqui, hoje queria falar sobre uma coisa que aflige a maioria das pessoas autistas em algum momento da vida, mas que é negligenciado da maioria das pesquisas acadêmicas.

Eu sofro de burnout autista, tal qual a maioria dos meus amigos autistas e é horrível, você perde habilidades como a de mascarar e desenvolve coisas como a fobia social, depressão e ideações suicídas. Mas também desenvolve algo que já foi tema de post aqui, a dificuldade de encontrar um propósito. Em uma pesquisa realizada no meu grupo de amigos via WhatsApp, que admito ter um N amostral ridiculamente baixo de 9 pessoas, 8 relataram falta de perspectiva de vida, mais especifícamente devido a falta de independência e/ou não ter autonomia quanto a própria vida.

Segundo Raymaker et al, as principais características do burnout autista são: exaustão crônica, perda de habilidades e tolerância a estímulos reduzida, com essas principais fontes de estresse: masking, expectativas da família, sociedade, escola e/ou trabalho, gerenciamento de deficiências, estressores por mudanças na vida, e com as principais barreiras de suporte sendo: gaslighting, falta de limites, falta de descanso e falta de recursos externos.

Para os autores, burnout autista pode ser definido como: "uma síndrome conceitualizada como resultado de estresses crônicos da vida e uma diferença de expectativas e habilidades sem suporte adequado. É caracterizado por uma exaustão onipresente de longo termo(tipicamente mais de 3 meses), perda de função, e tolerância a estímulo reduzida."

Quanto a solução e medidas preventivas é notado pelos participantes do estudo a necessidade de apoio, compreensão, desmascaramento e possibilidade de descanso.

Queria agradecer aos autores do artigo e a AASPIRE por fazerem um estudo tão importante para nós, autistas. E quero agradecer a você, leitor, por acompanhar esse post cheio de erros gramaticais até o final. Quanto ao estudo, você pode ler por conta própria aqui.